Ou, em bom português, quem não te conhece que te compre. Se você algum dia já se desentendeu com um colega por causa do ar-condicionado, você deveria saber que a COP15, a 15ª Conferência da ONU sobre Clima, estava destinada ao fracasso. Não ao fracasso total, necessariamente – mas algum fracasso é inevitável. O problema das decisões coletivas é que elas são tomadas por indivíduos e existem tantos interesses quanto existem pessoas na terra. Nós deveríamos estar todos do mesmo lado; mas se fosse assim tão fácil, aqueles que menos contribuíram para o aquecimento global não poderiam ser as maiores vítimas dele. E provavelmente serão. Isso não significa que o problema não tenha solução; o avanço que temos visto na questão ambiental beira o inacreditável. O projeto Hopenhagen (cujo trocadilho cede o título a essas mal traçadas) é uma das provas disso. Por que mega-companhias organizam e financiam projetos desse tipo? Por que escândalos ambientais agora são isso mesmo, escândalos. E pegam mal de um jeito que não poderíamos imaginar há 50 anos atrás.
Se você não tem alergia a ufanismos, pode ler sobre a participação brasileira na COP 15 no site do governo. Se não se importar com algumas doses de melancolia e patrocínio maciço de alguns dos maiores poluidores do mundo, o site oficial do evento é imperdível.
Em algumas horas, teremos finalmente o “Protocolo de Copenhague” – ou a falta dele.
