
Os neurocientistas querem de qualquer forma inventar uma máquina que apaga memórias, como a do filme “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, ou o NEURARIZADOR dos Homens de Preto. Até agora, o melhor resultado foi fruto da injeção de substâncias tóxicas nos cérebros dos ratos para que estes esquecessem as memórias que causassem medo – o que não poderia ser reproduzido nos humanos… “eu esqueco tudo e vou a óbito também“.
Um novo método foi idealizado pela Dra. Marie Monfils. Ela e sua equipe treinaram ratos a esperar receber um choque toda vez que eles ouviam um som. Os animais ficavam assustados toda vez que ouviam o som. No dia seguinte, o som foi tocado uma vez, para que os animais relembrassem da experiencia assustadora, e depois de 1 h, o som foi tocado várias vezes (18), mas sem a adição do choque, que ela chamou de “treinamento intenso”. Os ratos pararam de ficar assustados, e o benefício durou pelo menos um mês.
O legal desse experimento é que os animais que não receberam o “lembrete”, ou seja, antes do “treinamento intenso” não receberam o som para relembrar a experiência, continuaram com medo, ou seja, de alguma forma o delay de 1 h ajudou os animais a esquecer a memória assustadora.
Se você quiser ler o artigo (e tiver acesso à Science), o link é aqui.